Aquisição envolve parceria com a Associação Comercial de São Paulo.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidirá nesta quarta-feira (2) sobre a proposta de aquisição de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3. A transação contempla uma parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com o objetivo de fortalecer a atuação conjunta no mercado de crédito.
Entretanto, a análise técnica do Cade expressou preocupações sobre a operação, recomendando sua rejeição. Em resposta, a B3 apresentou um Acordo em Controle de Concentrações (ACC), que inclui restrições que visam viabilizar a aprovação, com salvaguardas para assegurar a concorrência no setor.
Criada em 2014, a CRDC fornece serviços de tecnologia para o setor de concessão de crédito e atua como infraestrutura de mercado. A Superintendência-Geral do Cade já havia classificado a operação como 'complexa', citando potenciais 'efeitos conglomerais' e criticando a falta de soluções que minimizassem os riscos de concentração.
✨ Terceira interessada, a CERC, vê a proposta da B3 como insuficiente para abordar as preocupações de concorrência.
A CERC, que também participa do setor, argumenta que as proteções propostas não eliminam as preocupações existentes. Eles sugerem um remédio que imponha às empresas um tratamento igualitário no acesso a novas especificações e integrações, garantindo uma competição justa no mercado de registro de recebíveis.
A questão central gira em torno do poder de portfólio da B3 e do impacto que uma aquisição poderia ter na dinâmica competitiva do mercado de duplicatas, especialmente num cenário onde a concorrência já é afetada pela presença de novos entrantes, como a CSD BR.
Em sua proposta, a CERC afirma que a B3 e a CRDC poderiam priorizar suas próprias infraestruturas em detrimento da concorrência, reforçando ainda mais a sua posição no mercado. A proposta de remédio busca mitigar esses riscos, garantindo condições equitativas de competição.
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Jornalista especializado em Notícias

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