Confiança nas adequações sanitárias é crucial para reabertura do mercado

A Comissão Europeia expressou sua confiança nos esforços do governo do Brasil para ajustar a produção de carne bovina às exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos, classificando essa ação como fundamental para a possível reabertura das importações de carne do Brasil para a UE.
Durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia, Eva Xirova, detalhou a nova lista de países aprovados para exportação de produtos de origem animal, ressaltando que a ausência do Brasil não encerra o processo de revisão em andamento, e que existe uma colaboração constante entre as autoridades europeias e os órgãos reguladores brasileiros.
Atualmente, uma auditoria técnica conduzida por peritos europeus está em execução no Brasil, com foco na avaliação das cadeias produtivas de carne bovina, aves e mel, com a conclusão programada para o final da semana. Emitir conclusões oficiais pode levar tempo, no entanto, o Brasil já forneceu garantias documentadas sobre o controle de substâncias durante o ciclo de vida dos animais.
Desde 1º de julho, o Brasil implementou novas diretrizes para a fiscalização do uso de antimicrobianos na pecuária, com o intuito de alinhar-se à legislação da União Europeia após sua exclusão da lista de países autorizados, em maio. O presidente Lula já enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, pedindo a reintegração do Brasil na lista de fornecedores de carne de frango e mel.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela carne bovina para o retorno ao mercado europeu, especialistas acreditam que as carnes de aves e suínos poderão ter um processo de reintegração mais rápido. Contudo, estima-se que a situação da carne bovina possa levar até um ano para ser normalizada e as exportações liberadas.
✨ A colaboração entre Brasil e Comissão Europeia continua enquanto o Brasil trabalha para retomar as exportações.
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Jornalista especializado em Notícias

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