Sekou Siby relata a perda de colegas após atentados em Nova York e sua luta contra a culpa do sobrevivente.

Na manhã de 11 de setembro de 2001, Sekou Siby deveria estar a 107 andares acima de Manhattan, supervisionando a estação de comidas frias do tradicional restaurante Windows on the World. No entanto, ele estava em casa ao lado de sua esposa grávida, após ter trocado de turno com o colega Moisés Rivas.
Rivas, um jovem músico equatoriano, precisava de folga, e Siby o substituiu. No momento do atentado, Siby recebeu uma ligação da esposa de um colega e, ao ligar a TV, viu a Torre Norte em chamas. Infelizmente, Rivas foi uma das mais de 2.700 vítimas do ataque.
✨ Siby, que tinha 36 anos na época, lutou contra a culpa do sobrevivente e a dor da perda. "Você não consegue imaginar perder toda a equipe da manhã — todas as pessoas com quem você costumava interagir — todas sumiram", afirmou.
Nascido na Costa do Marfim, Siby chegou aos Estados Unidos em 1996, onde trabalhou inicialmente como entregador antes de conseguir um emprego no Windows on the World. Com o passar do tempo, ele se tornou cozinheiro e formou uma forte comunidade de colegas imigrantes que também trabalhavam no restaurante.
Após os ataques, Siby nunca mais voltou à cozinha e se tornou motorista de táxi, optando por não se envolver emocionalmente com novas relações. Ele começou a ajudar outros sobreviventes de ataques, colaborando com organizações que apoiavam as famílias afetadas.
Atualmente, Siby é cidadão americano, possui um doutorado em administração e é dono de uma empresa de consultoria. Ele manteve viva a memória dos colegas da Windows on the World e reflete frequentemente sobre os momentos que mudaram sua vida para sempre.
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Jornalista especializado em Notícias

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