Jorge Cuerva pede diálogo em meio à deterioração do poder aquisitivo

O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Cuerva, fez um sério aviso ao governo de Javier Milei, alertando sobre o risco iminente de 'desmembramento social' na Argentina durante uma cerimônia na Catedral de Buenos Aires.
Cuerva, que presidiu o tradicional Te Deum em celebração ao aniversário da Revolução de Maio, exortou a classe política a buscar consenso e diálogo para enfrentar a paralisia vigente no país.
✨ O povo argentino ainda persevera, mas a liderança política precisa se unir em prol do bem-estar geral.
O arcebispo destacou as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos, que sofrem com a falta de emprego, educação e oportunidades. Ele enfatizou que a classe dirigente deve se inspirar na determinação do povo e se engajar em um diálogo significativo.
A mensagem de Cuerva surge em um momento crítico, com crescente tensão social após anos de ajuste econômico e queda do poder aquisitivo, mesmo com a recente diminuição da inflação.
A política de austeridade de Milei, conhecida como 'motosserra', resultou na eliminação do déficit fiscal, mas também gerou demissões em massa e cortes em áreas essenciais como saúde e educação.
A insatisfação popular se reflete no declínio da confiança no governo, que caiu pelo quarto mês consecutivo, conforme dados da Universidade Di Tella. O arcebispo fez um apelo à unidade e à rejeição da polarização, pedindo que se inicie uma cura para as divisões sociais.
"Chega de incitar a divisão e a polarização. Precisamos desarmar a linguagem, renunciando às palavras ferinas e julgamentos imediatos.
Além disso, Cuerva apontou para um escândalo envolvendo o chefe de gabinete, Manuel Adorni, que é investigado por gastos excessivos e aquisição de propriedades sem justificativas claras.
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