Ex-governador é alvo de operação por suspeitas de favorecimento fiscal

A Polícia Federal investiga Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Refit, sob suspeita de que sua gestão favoreceu práticas ilícitas que beneficiaram Ricardo Magro, o maior devedor de impostos do Brasil.
Durante seu mandato, Castro teria promovido medidas que ajudaram este grupo, incluindo a implementação de um regime especial de parcelamento de débitos tributários. Esta ação, segundo as investigações, favoreceu empresas profundamente endividadas, com a Refinaria Refit como principal beneficiária.
✨ Castro é acusado de criar um ambiente propício para a manutenção de um esquema criminoso.
Outra hipótese levantada pela PF é que Magro influenciou decisões dentro da Secretaria de Fazenda, promovendo substituições de servidores por aqueles mais coniventes com seus interesses, que favoreciam a Refit.
Dentre os implicados nesta ação estão nomes como Juliano Pasqual, ex-secretário da Fazenda, e Adilson Zegur, subsecretário de Receita. Eles foram mencionados em conversas interceptadas durante as investigações, sugerindo articulações para apoiar a Refit.
O governo estadual, sob a liderança de Renan Miguel Saad na Procuradoria-Geral, também foi ativo em tentativas de reverter interdições administrativas que afetavam a operação da refinaria.
A defesa de Cláudio Castro manifestou surpresa diante da ação da PF, que incluiu buscas em sua residência. Advogados afirmaram que o ex-governador está disposto a colaborar com a Justiça e que todas as ações durante seu governo seguiram diretrizes legais e técnicas adequadas.
Além disso, a defesa destacou que a gestão de Castro foi a primeira a conseguir que a Refit quitasse suas dívidas com o estado, totalizando cerca de R$ 1 bilhão em parcelamentos.
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Jornalista especializado em Política

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