Medidas do governo ficam suspensas após adiamentos nas votações

O Congresso Nacional não avançou na votação de duas medidas cruciais para o governo Lula nesta quarta-feira, 2 de fevereiro. A Medida Provisória (MP) que elimina a chamada taxa das blusinhas, que impõe um imposto de 20% em compras internacionais abaixo de US$ 50, foi adiada para quinta-feira. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a jornada de trabalho 6x1 não possui nova data estabelecida para sua análise no plenário do Senado.
Líderes do Congresso, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se comprometeram a votar a MP das Blusinhas esta semana. O texto já foi aprovado na comissão especial, mas ainda precisa passar pela Câmara antes de seguir para o Senado, onde Alcolumbre prometeu manter o painel aberto para votação assim que o texto for aprovado pelos deputados.
✨ A relatora da MP, senadora Leila do Vôlei, fez alterações no parecer para atender demandas do setor produtivo.
A medida propõe uma análise a cada três meses após a implementação da MP, seguido de avaliações semestrais pelo Ministério da Fazenda e anuais pelo Congresso.
A PEC que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1 passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta, mas não foi levada ao plenário como esperado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, comunicou que as votações podem ser remarcadas para outubro, caso não sejam realizadas ainda em setembro.
✨ A PEC propõe uma redução gradual da jornada de trabalho, começando com uma redução de duas horas, implementada em dois meses após a promulgação.
Após a análise na CCJ, a PEC requer pelo menos 49 votos favoráveis no plenário do Senado em duas votações distintas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política




Levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta segunda-feira (24) mostra disputa apertada; senador também justificou ausência no primeiro debate presidencial

Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a campanha de 2026 em São Bernardo do Campo e aparece à frente no primeiro turno, enquanto pesquisas indicam disputa mais apertada em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Reunião deve abordar temas como jornada de trabalho e segurança pública

Presidente busca consolidar pautas do governo em ano eleitoral.