Marine Le Pen e o Reunião Nacional ampliam presença no Senado e lideram pesquisas para as eleições presidenciais de abril.

A sete meses da eleição presidencial, marcada para abril, a extrema-direita francesa, encabeçada por Marine Le Pen, se destaca ao ameaçar 15 assentos no Senado em um recente pleito. Embora a quantidade pareça modesta em relação ao total de 178 cadeiras em disputa, sua relevância é inegável devido ao expressivo crescimento da Reunião Nacional, que saltou de apenas dois senadores em 2014 para três em 2023, o que representa um aumento de 650%.
Atualmente, o partido lidera as pesquisas de intenção de voto para a próxima eleição presidencial, em um cenário onde o atual presidente Emmanuel Macron não poderá se candidatar a um terceiro mandato. O Reunião Nacional detém 33% das intenções, superando Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, que aparece com 15%.
✨ O crescimento expressivo da extrema-direita na França e na Europa é impulsionado pelo aumento da popularidade de ideias nacionalistas e anti-imigração.
O apelo popular à extrema-direita não é exclusivo da França; a tendência se reflete em outros países europeus. Na Alemanha, por exemplo, o partido AfD obteve 43,8% dos votos em um pleito local recente na Saxônia-Anhalt, garantindo 39 dos 83 assentos no Parlamento regional.
As crescentes inquietações sobre a identidade cultural e a situação econômica na Europa têm facilitado a ascensão de partidos extremistas. A pesquisa BVA-Cesi destaca que 30% dos eleitores franceses priorizam a economia, enquanto apenas 13% estão focados na transição ecológica.
Atualmente, a dívida pública da França atinge 119% do PIB, um índice inédito desde a Segunda Guerra Mundial, o que representa um desafio para candidatos como Mélenchon, que precisam conservar a tradição social-democrática.
Com 131 parlamentares entre deputados e senadores, o Reunião Nacional continua a se fortalecer, consolidando seu poder em todas as esferas da política. Le Pen já celebrou estes ganhos como um resultado histórico, sinalizando a significativa mudança no ambiente político francês.
A eleição para o Senado, realizada por um colégio eleitoral, revela uma base sólida de apoio ao Reunião Nacional, que se coligará com a conservadora União da Direita pela República, na qual Edwige Diaz liderará o bloco.
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Jornalista especializado em Política

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