Decisão do ministro do STF aguarda julgamento sobre modelo de escolha para novo governador

O ministro do STF, Cristiano Zanin, decidiu suspender a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro, aguardando a deliberação do plenário sobre o modelo a ser adotado para a escolha do novo governador. A votação está agendada para 8 de abril, sob a presidência do ministro Edson Fachin.
Atualmente, os ministros da Corte avaliam se a escolha deverá ser indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio, ou se será feita diretamente pelo voto popular. As conversações nos corredores do Supremo indicam que ainda não existe um consenso claro sobre o assunto.
"A decisão da Justiça é essencial para garantir a lisura do processo eleitoral, evitando ingerências externas que podem distorcer a vontade popular.
✨ Ministros ponderam que realizar duas eleições diretas em curto espaço é logisticamente desafiador.
Se for decidido pela eleição direta, os eleitores do Rio terão que votar duas vezes em 2025: uma para o mandato-tampão e outra nas eleições gerais programadas para 2026.
Ministros favoráveis à escolha direta argumentam que essa medida é necessária devido aos riscos de manipulação por parte de grupos políticos. Eles citam a manobra do ex-governador Cláudio Castro como um exemplo de como a eleição indireta pode favorecer interesses escusos.
Na última sexta-feira, Zanin atendeu a um pedido do PSD que requereu a suspensão da eleição indireta até que a questão seja devidamente analisada pelo plenário. O partido lançou duas ações: uma contestando partes da lei que ditam a eleição indireta e outra questionando a decisão do TSE quanto à cassação de Cláudio Castro.
As divergências no STF são acentuadas. Apesar da maioria dos ministros já ter votado pela preferência de um processo secreto na eleição indireta, algumas vozes, como as de Zanin e outros, sustentam que o melhor caminho seria o retorno à escolha direta.
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Jornalista especializado em Política

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