Ministro destaca necessidade de atenção aos produtores realmente endividados

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que um acordo entre governo e Congresso Nacional é viável, desde que a proposta de renegociação das dívidas rurais beneficie apenas os agricultores realmente endividados.
Ele alertou que algumas das medidas da proposta, já aprovada pelo Senado, poderiam prejudicar o crédito do agronegócio no futuro. "Temos que ter cuidado para não errar na dose da ajuda", destacou durante audiência nas comissões da Câmara dos Deputados.
✨ Cerca de R$ 170 bilhões podem ser renegociados, segundo senadores.
Enquanto a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta este valor, o governo acredita que o montante pode chegar a R$ 200 bilhões. No entanto, o Executivo não apoia a proposta atual, citando seu grande impacto fiscal.
Informações recentes indicam que o governo pode lançar uma medida provisória (MP) para ajudar os produtores que enfrentam dificuldades devido a desastres climáticos e variações de mercado. Essa ação visa contrabalançar o projeto de lei já aprovado no Senado.
A proposta inclui o uso de receitas do Fundo Social do Pré-Sal para o programa de renegociação. As linhas de crédito terão juros entre 3,5% e 7,5%, dependendo do porte do produtor, com prazo de pagamento de até dez anos.
Durigan também mencionou que a nova linha de crédito pode resultar em um custo de até R$ 139,8 bilhões para a União ao longo de 13 anos, e que isso pode afetar o superávit primário devido à equalização de juros.
Apesar das preocupações, o ministro se comprometeu a buscar soluções que ajudem o agronegócio e evitem problemas financeiros nas gestões futuras.
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Jornalista especializado em Política

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