Preocupações crescem com apuração no Alasca e ações contra diversos estados.

O Departamento de Justiça dos EUA está intensificando suas ações judiciais e investigações relacionadas ao processo eleitoral, o que gerou preocupações entre as autoridades encarregadas de organizar as votações. No Alasca, um estado chave para o controle do Senado, o departamento acelerou uma investigação criminal ligada à eleição para o Senado.
A apuração ganhou maior atenção após uma reportagem do New York Times, que destacou que colaboradores da candidata democrata Mary Peltola teriam tentado recrutar um professor aposentado, chamado Daniel J. Sullivan Jr., para concorrer na eleição. Seu nome quase se iguala ao do senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição. O procurador federal do Alasca, Michael Heyman, apontou o candidato independente como potencialmente um "candidato falso", sem indicar qual crime poderia ter sido cometido.
✨ A administração Trump também se mobilizou judicialmente para evitar que o Alasca certifique o resultado da eleição para o Senado, caso a disputa entre Dan Sullivan e Daniel Sullivan Jr. seja decidida por uma margem apertada.
A atuação do Departamento de Justiça, no entanto, não se restringe ao Alasca. Em um esforço para contestar a contagem de votos, a Califórnia foi processada pelo governo federal, que alegou que mais de 20 mil eleitores registrados poderiam não ser cidadãos americanos. Além disso, ações judiciais foram movidas contra cerca de 30 estados e o Distrito de Columbia, buscando acesso a listas eleitorais que incluem informações pessoais importantes.
Na última sexta-feira, um juiz federal determinou que o Departamento de Justiça não deveria ameaçar as autoridades eleitorais da Califórnia. Especialistas apontam que, independemente do resultado das disputas judiciais, essas ações podem criar um clima de medo e desconfiança entre as autoridades eleitorais.
Apesar do cenário conturbado, uma pesquisa realizada entre 30 de setembro e 5 de outubro revelou que 76% dos americanos confiam que seus votos serão contados corretamente, mostrando um nível de confiança semelhante entre republicanos e democratas.
Enquanto as batalhas jurídicas se intensificam, a participação eleitoral também está em alta. De acordo com o Election Lab da Universidade da Flórida, mais de 49 milhões de americanos já votaram, seja pessoalmente ou pelo correio, comparado a aproximadamente 46 milhões que votaram antecipadamente nas eleições intermediárias de 2022.
Esse cenário de mobilização é notável em estados onde a disputa pelo Senado é acirrada, com dados apontando uma participação maior de eleitores democratas. Contudo, a votação real ainda é incerta e o desempenho dos republicanos no dia da eleição, em 3 de novembro, poderá mudar consideravelmente o panorama atual. Donald Trump tem intensificado sua campanha para mobilizar sua base, apesar de reconhecer que a história mostra uma tendência de perda de cadeiras por parte do partido do presidente durante as eleições intermediárias.
Os democratas, por sua vez, esperam mobilizar apoio suficiente para conquistar o controle da Câmara dos Representantes e, potencialmente, do Senado. A expectativa é de que a participação democrática varie entre os estados mais disputados, com Trump insistindo em que seus apoiadores precisam agir para evitar que os adversários assumam o controle do Congresso.
As eleições intermediárias de 2022 serão cruciais para o restante do mandato de Trump, visto que uma vitória dos democratas poderia resultar em novas investigações parlamentares sobre sua administração.
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Jornalista especializado em Política

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