Ação na STF alega irregularidade na rejeição de Jorge Messias

A Associação Civitas para Cidadania e Cultura protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo. A entidade argumenta que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antecipou o resultado da votação, o que violaria princípios constitucionais.
No momento em que afirmou que Messias "vai perder por oito", Alcolumbre teria comprometido a integridade da votação, que terminou com 34 votos a favor e 42 contrários. Era necessário um mínimo de 41 votos para sua aprovação no Senado. A ação também alega que essa antecipação revela uma possível quebra do sigilo dos votos, prejudicando o caráter de deliberação do plenário.
✨ A entidade solicita que o STF suspenda os efeitos da votação e declare a nulidade da rejeição.
A aprovação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa não foi suficiente para garantir sua confirmação no plenário após meses de articulações políticas. Sua indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, complicou ainda mais as relações entre o governo e o Congresso, especialmente devido ao apoio de Alcolumbre a Rodrigo Pacheco para a mesma vaga.
Jorge Messias teve sua indicação formalizada apenas em abril, após um período de espera por conta de possíveis resistências no Senado. Alcolumbre só se reuniu com Messias dias antes da sabatina, intensificando as incertezas em torno de sua aprovação.
Agora, o STF decidirá sobre a liminar solicitada pela Civitas, mas ainda não há um prazo definido para essa decisão.
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Jornalista especializado em Política

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