Pesquisa da Quaest revela mudanças significativas nas preferências eleitorais

A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta uma recuperação notável de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência, enquanto a melhora da imagem do governo Lula parece ter estagnado.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, explica que essa tendência ocorre em um contexto de reorganização da direita, com eleitores anti-petistas voltando a considerar Flávio como uma opção viável. No segundo turno, ele viu seu apoio crescer de 74% para 81% entre a direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre os bolsonaristas.
✨ As variações no primeiro turno mostraram Lula passando de 40% para 39%, enquanto Flávio subiu de 28% para 30%. A diferença entre eles diminuiu de 12 para 9 pontos percentuais.
Nunes também destaca que, em um cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% e Flávio com 39%, o que representa uma queda na vantagem do presidente, que anteriormente era de oito pontos.
Além de avançar nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro conseguiu aumentar de 38% para 41% o número de entrevistados que o conhecem e estão dispostos a votar nele entre julho e agosto. A rejeição diminuiu, passando de 57% para 54% e a taxa de eleitores que consideram seu voto definitivo cresceu de 62% para 68%.
A reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro foi apontada como um dos principais fatores que impulsionaram a recuperação do senador. Segundo Nunes, 59% dos entrevistados consideraram a reconciliação positiva. Essa percepção é ainda mais alta entre os bolsonaristas, onde 90% apoiam a reaproximação.
A abordagem do governo em relação à proibição de visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro também influenciou a opinião pública, com 52% dos entrevistados considerando a decisão errada.
✨ A aprovação do governo Lula, que vinha crescendo, se estagnou, com 48% dos entrevistados aprovando e 47% desaprovando, um reflexo da diminuição do impacto de programas sociais, como o Desenrola 2.0.
As percepções sobre a economia também estão mistas, com uma maioria (43%) acreditando que a situação piorou. Embora 46% esperem melhorias nos próximos 12 meses, 69% dos eleitores afirmam que já definiram seu voto para a presidência.
O levantamento foi realizado entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026, com uma amostra de 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Os resultados indicam que Flávio Bolsonaro está fortalecido, enquanto Lula não conseguiu ampliar seu apoio, numa corrida eleitoral marcada por divisão e a busca de novos apoios entre os indecisos.
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