Medidas visam conter ascensão do partido de ultradireita Futuro Nacional antes das eleições.

O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (24) novas medidas com o intuito de limitar o número de alunos estrangeiros nas escolas e proibir a utilização de coberturas faciais. As iniciativas são vistas por opositores como uma resposta à ascensão do partido de ultradireita Futuro Nacional, que se prepara para as eleições do próximo ano.
A primeira-ministra Giorgia Meloni enfrenta o crescimento do Futuro Nacional, partido fundado por Roberto Vannacci, que já alcançou cerca de 8% nas pesquisas, enquanto sua coalizão tem enfrentado dificuldades para obter apoio popular.
✨ As novas regras incluem um limite de 30% para a matrícula de alunos não cidadãos em salas de aula do ensino fundamental a partir do ano letivo de 2027-28.
As políticas visam conter a chamada 'remigração' e a suposta 'contaminação' islâmica nas escolas, segundo a narrativa do Futuro Nacional. A proibição de coberturas faciais será acompanhada de multas de até mil euros para quem descumprir a regra, identificadas por membros do governo como símbolos de opressão.
Durante um comício, Meloni sugeriu que pais de crianças que não falam italiano deveriam participar de cursos de idioma, como parte de um esforço para promover a integração.
As iniciativas geraram preocupação entre diretores de escolas, que acreditam ser desafiador implementar as novas regras nas regiões com alta concentração de imigrantes. O presidente Sergio Mattarella já expressou cautela em relação a imposições que possam limitar o acesso à educação.
Atualmente, cerca de 900 mil alunos estrangeiros, representando 11,6% da população estudantil italiana, estão matriculados nas escolas do país. A oposição critica o decreto, argumentando que ele visa desviar a atenção dos problemas reais enfrentados pelo sistema educacional.
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Jornalista especializado em Política




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