Normas que ampliavam proteções para orientação sexual e identidade de gênero são revertidas.

O governo do ex-presidente Donald Trump revogou as normas estabelecidas durante a administração de Joe Biden, que expandiam as proteções contra discriminação sexual nas escolas para incluir casos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero.
A decisão foi anunciada na segunda-feira, dia 28, pela secretária da Educação, Linda McMahon. Ela informou que a medida retira do registro federal a regulamentação de 2024 e restabelece as normas aprovadas no primeiro mandato de Trump, que vêm sendo aplicadas pelo governo desde janeiro de 2025.
A regulamentação de Biden, aprovada há dois anos, foi a primeira a definir explicitamente que a proibição de discriminação por sexo, prevista no Título IX, também abrange orientação sexual e identidade de gênero. Essas regras garantiam proteção a estudantes e funcionários de instituições de ensino que recebem financiamento federal contra essa forma de discriminação.
✨ Com a nova decisão, o Departamento de Educação restabeleceu normas de 2020 que definem o assédio sexual de maneira mais restrita e reforçam as garantias processuais para os acusados.
Desde então, a definição de assédio sexual passou a incluir casos como agressão sexual, violência entre parceiros e assédio relacionado à orientação sexual ou identidade de gênero. No entanto, a mudança anunciada tem um impacto limitado, pois o governo Trump já havia parado de aplicar as normas de Biden em janeiro de 2025.
Além disso, tribunais bloquearam e, posteriormente, reverteram as alterações promovidas pela gestão republicana.
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Jornalista especializado em Política

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