Oficial de chancelaria questiona sua exclusão após ser aprovada no concurso.

O Itamaraty demitiu Flávia Medeiros na última sexta-feira (22), após sua reprovação no processo de heteroidentificação, desencadeando polêmica sobre a justiça do método de avaliação racial adotado pelo órgão.
Flávia, que se declarou negra, havia sido aprovada no concurso para oficial de chancelaria e tomara posse em abril. No entanto, seu nome foi excluído após decisão da banca responsável por confirmar se ela possui características fenotípicas compatíveis com uma pessoa preta ou parda.
✨ Cerca de 15 candidatos também foram reprovados na mesma avaliação, conforme declaração de Flávia.
Após a reprovação, Flávia contestou a decisão judicialmente e administrativamente, buscando reverter a exclusão. Ela obteve uma decisão favorável da Justiça Federal, que a considerou apta a seguir no processo, incluindo as fases de nomeação e posse.
Contudo, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com um recurso, argumentando que Flávia não poderia ter sido nomeada até que o mérito do caso fosse finalmente avaliado.
Flávia, que se dedicou por mais de uma década para passar no concurso, expressou sua frustração com a situação. Ela ressaltou que emitiu um contrato de aluguel em Brasília, prevendo multa por rescisão, e destacou as dificuldades superadas, mencionando que as políticas públicas foram essenciais para sua trajetória.
"Não vim de berço de ouro, sou a típica pessoa que se beneficiou de políticas públicas. Já será difícil esperar decisão do colegiado, imagina se tiver que esperar julgamento do mérito
Heteroidentificação é um procedimento que visa confirmar a cor da pele e a origem racial de candidatos, o que tem gerado debates sobre sua eficácia e justiça.
A reportagem da CNN tentou contatar o Itamaraty e o sindicato da categoria, mas até o momento, não houve resposta oficial sobre o caso.
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Jornalista especializado em Política

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