Menor frequência de viagens coincide com a presidência de Javier Milei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu suas visitas à Argentina em seu terceiro mandato, em comparação aos dois primeiros, revelando um afastamento nas relações entre os dois países devido ao novo governo de Javier Milei.
Historicamente, a Argentina foi o destino internacional mais visitado por Lula, com 17 viagens entre 2003 e 2010, quando governavam os kirchneristas, Néstor e Cristina Kirchner. No entanto, desde a posse de Milei, Lula fez apenas três viagens ao país vizinho, das quais duas ocorreram em 2023, durante a presidência de Alberto Fernández.
✨ Lula esteve apenas uma vez na Argentina sob o governo de Milei, durante a Cúpula do Mercosul em julho de 2025.
Os assessores presidenciais confirmaram que a diminuição das visitas se deve em grande parte às diferenças ideológicas entre Lula e Milei, que já se manifestaram publicamente em diversas ocasiões.
Até o momento, os principais destinos de Lula em seu atual mandato têm sido a Colômbia e os Estados Unidos, com cinco visitas a cada um desses locais, mesmo com tensões nos laços diplomáticos entre Brasília e Washington.
A África, que anteriormente recebeu um alto número de visitas de Lula, também viu uma queda significativa. O presidente fez apenas sete viagens ao continente desde que assumiu novamente o cargo, comparadas a 17 no primeiro e 14 no segundo mandatos. A insegurança e os conflitos internos em vários países africanos são apontados como motivos para essa mudança.
✨ Lula já contabiliza 70 viagens ao exterior, totalizando 127 dias fora do Brasil durante seu terceiro mandato, o que representa apenas 10% do período.
O presidente planeja duas viagens importantes no primeiro semestre: a Cúpula do G7 na França e a cúpula do Mercosul no Paraguai. Ao longo do segundo semestre, é esperado que participe da Assembleia Geral da ONU, da Cúpula do G20 e da COP31 na Turquia, mas com foco em agendas nacionais em preparação para sua reeleição.
No contraste com seus mandatos anteriores, onde ele fez 104 e 146 visitas, passando 216 e 276 dias fora do Brasil, respectivamente, o ritmo atual de viagens indica uma notável mudança nas prioridades diplomáticas do presidente.
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Jornalista especializado em Política

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