Nova legislação impacta garantias para caminhoneiros e punições para empresas.

Nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma proposta que modifica as regras do piso mínimo do frete rodoviário, anunciando a necessidade de um valor mínimo, mas sem definir critérios específicos.
Dentre as mudanças, a legislação estabelece punições mais rigorosas para as empresas que não cumprirem o piso definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que considera fatores como distância, número de eixos e tipo de carga. Além disso, houve a inclusão de anistia para multas aplicadas a caminhoneiros em função de manifestações de 2022.
O projeto, que passou por diversas etapas de votação, excluiu um piso salarial de R$ 5 mil para caminhoneiros, um ponto que levantou polêmica. O Senado alegou que essa especificação era inconstitucional, levando à decisão de não entrar com valores extremos.
Olhares do Ministério dos Transportes apontam recomendações para veto de trechos da proposta, incluindo a anistia de multas e a suavização de sanções. A proposta promove a regulamentação necessária para ter fretes em conformidade com os custos reais de transporte.
✨ A ANTT será responsável pela atualização periódica dos pisos mínimos com base em variações significativas nos preços dos combustíveis.
Desde a sua criação em 2018, a política de frete mínimo foi uma das principais demandas dos caminhoneiros após uma greve nacional. A nova medida busca reforçar a eficácia da política, com reajustes sempre que o diesel oscile em mais de 5%.
Por outro lado, empresas do setor alegam que a possibilidade de elevação nos custos logísticos pode impactar os preços dos produtos, preocupando principalmente indústrias e agricultores.
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