Ministro das Relações Exteriores contesta argumentos americanos

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que o Brasil já apresentou dados aos Estados Unidos para contestar as alegações que poderiam levar à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Vieira enfatizou que os argumentos utilizados pelo governo dos EUA não têm legitimidade: "Todas as informações foram fornecidas e esperamos que sejam consideradas, demonstrando que não há justificação para a aplicação de tarifas".
O ministro também mencionou que os dois países mantinham um relacionamento produtivo e que estava disposto a continuar o diálogo após a apresentação de laudos e relatórios das investigações referentes à Seção 301.
✨ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da reunião do G7 na França, mas a realização de um encontro bilateral com Donald Trump ainda não foi confirmada.
Uma investigação realizada pelos Estados Unidos apontou que 60 economias, incluindo o Brasil, não efetivamente controlaram a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Em resposta, o governo americano sugeriu uma tarifa adicional de 12,5% sobre os produtos brasileiros.
Os Estados Unidos também planejam aplicar uma tarifa de 10% sobre economias que possuem proibições parciais ou compromissos formais para estabelecer regras comerciais. Essa proposta ainda passará por consulta pública, com comentários aceitos até 6 de julho de 2026.
No dia seguinte ao fechamento das consultas, o USTR organizará audiências públicas para discutir as medidas sugeridas, e especialistas acreditam que o Brasil pode encontrar espaço para negociar, semelhante ao que ocorreu durante o tarifaço de 2025.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Senador apresenta carta ao USTR destacando impactos das tarifas

Avaliação do Planalto indica que EUA aguardam resultado das eleições

Presidente associa família Bolsonaro à sobretaxa de 25% sugerida pelos EUA

Indignação com investigações sobre práticas comerciais desleais