Casal utilizou a igreja para manipular e explorar vítimas menores

Os pastores Wenderson Lima de Souza, 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, 24 anos, foram indiciados pela Polícia Civil de Roraima por crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Eles teriam se aproveitado da fé e da comunidade da igreja que lideravam em Boa Vista para manipular e abusar de seis adolescentes, cujas idades variam entre 12 e 17 anos.
Conforme as investigações, o casal utilizava uma cláusula da igreja que previa a expulsão de membros por 'rebeldia' para evitar que as vítimas se denunciassem. Essa regra, documentada na Ata de Fundação da igreja, assegurava que qualquer um que se rebelasse contra a liderança seria desligado e perderia sua condição de membro. Isso gerava um ambiente de medo e submissão entre os jovens.
✨ Além das táticas religiosas, o casal fez ofertas financeiras para garantir silêncio, incluindo dinheiro vivo e transferências via PIX.
O caso veio à tona após o registro de um boletim de ocorrência por parte de um representante de uma vítima de 14 anos em abril de 2026. Após essa primeira denúncia, outros adolescentes começaram a se apresentar à polícia, totalizando 11 vítimas identificadas, com seis delas formalmente reconhecidas durante as investigações.
Uma jovem de 20 anos também foi indiciada por ajudar a ocultar provas e por corrupção de menores, mostrando que a rede de abusos se estendia além do casal de pastores.
Wenderson foi indiciado por estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento à prostituição e fraude processual, enquanto Arielly enfrentou acusações semelhantes. A defesa do casal ainda não se manifestou.
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Jornalista especializado em Política

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