Proposta avança para os senadores após aprovação na Câmara.

A proposta que abolirá a escalão 6x1 está a caminho de uma votação crucial nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A medida, já aprovado pela Câmara em dois turnos, estabelece uma jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso assegurados.
A PEC 221/2019, criada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), inicialmente visava a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas ao longo de uma década. Em paralelo, foi unificada com a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propunha uma jornada de quatro dias de trabalho por semana. O relator da proposta na Câmara dos Deputados, Leo Prates, defendeu uma transição gradual para que empresas possam se adaptar.
"A redução gradual da jornada permitirá que as empresas se adaptem às novas regras
✨ A PEC foi aprovada na Câmara com 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno.
Por outro lado, há preocupações expressas por parte de críticos, que argumentam que a jornada ideal deve ser discutida diretamente entre trabalhadores e empresas e não imposta pela Constituição. Além disso, existe receio sobre como essa mudança afetará microempreendedores e empresas de pequeno porte, levando a uma necessidade de regulamentação específica.
Conforme pesquisa da CNI, 70% das indústrias acreditam que a mudança afetará negativamente a competitividade.
Durante debates na Câmara, empresários expressaram a necessidade de um período de adaptação mais extenso, argumentando que a absorção dos custos de uma jornada reduzida não deve ser imediata.
Se sancionada, a proposta garantirá a dois dias de descanso por semana, além de reduzir a carga horária semanal de 44 para 42 horas inicialmente, e para 40 horas depois de 14 meses. As empresas deverão ajustar suas operações para acomodar as mudanças, implicando um possível aumento nos custos operacionais.
"A redução de 44 para 40 horas elevará o custo da hora de trabalho, impactando diretamente as despesas das empresas
Essas mudanças não se aplicarão imediatamente após a votação; os novos limites de jornada só entrarão em vigor após a promulgação da emenda.
A PEC precisa ser aprovada pelo Senado, começando pela votação na CCJ. O relator Omar Aziz apresentou um parecer favorável, mas ainda há emendas a serem discutidas. Apólice a CCJ, o texto seguirá para o Plenário, onde as regras de votação são mais rigorosas, exigindo 49 votos favoráveis em cada uma das duas votações no Senado.
✨ A PEC pode ser alterada pelos senadores antes de sua votação final.
Se Câmara e Senado chegarem a um consenso, a proposta poderá ser promulgada como uma Emenda à Constituição, iniciando a contagem dos prazos para a aplicação das novas normas. Segundo especialistas, o sucesso econômico da medida dependerá de uma transição bem gerida, especialmente em setores que dependem intensamente de mão de obra.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política

Reunião deve abordar temas como jornada de trabalho e segurança pública

Nova líder do governo no Senado se compromete a construir consensos

Candidato do partido Missão questiona promessas anteriores de Lula.

Presidente Davi Alcolumbre sugere novas comissões para análise da PEC