Restrições do STF visam manter regras durante prisão domiciliar

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeite os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo assim a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai.
Essa manifestação foi feita nesta quarta-feira (12) e se refere a restrições que o ministro Alexandre de Moraes impôs. Essas limitações buscam evitar que Flávio, que é membro do Congresso, utilize encontros durante a prisão domiciliar do ex-presidente para fins políticos.
✨ A suspensão das visitas foi determinada após Flávio compartilhar uma carta em apoio à sua pré-candidatura, supostamente endereçada por Jair Bolsonaro.
As restrições foram instauradas por um período de 90 dias em julho e têm como prioridade a preveniência de qualquer contenção no uso de redes sociais e comunicação política durante o cumprimento da pena da prisão domiciliar humanitária.
A defesa do ex-presidente argumenta que a proibição prejudica seus direitos familiares e sua profissão, já que Flávio atua como advogado do pai. No entanto, Gonet refutou essa alegação, enfatizando que a condição de advogado não isenta Flávio das regras que regem a prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses e se encontra sob prisão domiciliar por razões humanitárias. A PGR justificou que as regras estabelecidas pela Justiça são essenciais para a integridade da pena e do processo judicial.
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Jornalista especializado em política




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