Ação visa prender membros do PCC, incluindo foragido Victor Shimada

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou nesta sexta-feira (3) que a operação Exchange foi antecipada em decorrência das sanções impostas pelos Estados Unidos a indivíduos e empresas brasileiras. Essas sanções foram anunciadas na quarta-feira (1º) e impulsionaram as ações dos policiais. Rodrigues destacou que a operação poderia ter tido um desfecho diferente não fosse o anúncio feito pelos EUA.
Durante a operação, os agentes não conseguiram capturar o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado foragido. Shimada é acusado de fazer parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, atualmente sob investigação na Flórida. Apesar dos esforços, sua localização permanece desconhecida, o que prejudica as investigações em curso.
✨ Shimada é um elo-chave entre o PCC e o tráfico internacional, segundo as autoridades estadunidenses.
Na Operação Exchange, a PF prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi sancionada pelos EUA. Às autoridades, ela é identificada como parente de Shimada e atuava como sua secretária, facilitando a movimentação de grandes quantias em dinheiro relacionadas às atividades de lavagem de dinheiro da organização criminosa.
"[A sanção dos EUA] alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa [Shimada], mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação.
O governo dos EUA sancionou Victor Shimada por ser uma figura central nas operações de tráfico e lavagem de dinheiro do PCC, além de bloquear seus bens e atividades no país.
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Jornalista especializado em Política

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