Investigação revela um esquema de descontos indevidos em aposentadorias

Em um desdobramento das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Federal indiciou seis pessoas, entre elas ex-alto comando do órgão, por crimes de inserção de dados falsos e organização criminosa.
A operação, que tem como alvo um esquema de descontos ilegais nas aposentadorias, contou com a revelação de que os envolvidos descontaram montantes de pensionistas sem a devida autorização, representando uma possível perda de R$ 6,3 bilhões.
Entre os indiciados estão nomes proeminentes, como o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, juntamente com o ex-procurador-geral Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de benefícios do instituto.
✨ A PF concluiu a investigação e encaminhou o relatório final ao STF, onde o ministro André Mendonça agora analisará os próximos passos.
As defesas dos indiciados ainda não forneceram declarações sobre as acusações. Essa foi a segunda fase da Operação Sem Desconto, após a primeira investigação que levou ao indiciamento de 48 pessoas no mês passado.
A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou as apurações em 2023, levando à conclusão de que havia indícios de crimes que justificaram a entrada da Polícia Federal no caso em 2024.
Os indícios revelaram que o esquema se baseava em descontos mensais indevidos, onde aposentados supostamente se tornaram membros de associações, sem consentimento ou conhecimento. A situação evidencia fragilidades no sistema de proteção aos beneficiários.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Apurações da PF revelam vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master

Documentos da Operação Compliance Zero expõem esquema de corrupção

Mariângela Fialek envolvida em manipulação de verbas públicas

PF investiga suposta manipulação e campanha de desinformação