Governistas apostavam em votos de senadores aliados para aprovação

Durante a sabatina de Jorge Messias no Senado Federal, o Partido dos Trabalhadores (PT) contava com a certeza de apoio de 45 senadores para sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a votação surpreendeu, culminando na rejeição de sua nomeação, um fato inédito desde 1894.
A expectativa do PT se baseava em votos de senadores como Ciro Nogueira, do PP, e Eduardo Gomes, do PL. Contavam também com a possibilidade de apoio da ex-ministra Tereza Cristina e a indecisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. No entanto, apenas 34 senadores votaram a favor de Messias, enquanto 42 se posicionaram contra.
✨ Primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894
O clima de otimismo no governo foi prejudicado pela atuação de Flávio Dino, ministro do STF, que, segundo petistas, teve parte da culpa pela rejeição. Curiosamente, Ana Paula, suplente de Dino, estava na lista dos votos seguros para Messias.
A contagem de votos feita pela articulação política do PT foi contestada pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, que destacou que informações do presidente do Senado, David Alcolumbre, indicavam que Messias teria apenas 25 votos garantidos, com 35 senadores já decididos pela rejeição.
A derrota de Jorge Messias elevou a tensão entre aliados do presidente Lula, que enfrentam pressão em relação à articulação política no Senado.
"A vida é assim, comentou Messias após sua rejeição no Senado.
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Jornalista especializado em Política




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