A situação de saúde no nordeste do país se agrava.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na última sexta-feira, 19, que a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) está se espalhando de forma alarmante, apesar dos esforços crescentes para conter o vírus.
De acordo com Marie-Roseline Belizaire, responsável pela resposta a emergências da OMS na África, a situação é crítica, com uma “transmissão acelerada” do vírus. O surto, que foi oficialmente declarado no dia 15 de maio, havia passado despercebido durante um período anterior.
✨ Atualmente, a RDC registra 896 casos confirmados de ebola, com 232 óbitos e 21 novos casos diagnosticados nas últimas 24 horas.
A maior parte dos casos está concentrada na província de Ituri, que enfrenta um cenário de conflitos, onde mais de 90% das infecções foram registradas. O surto também se estendeu para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.
Com a situação se agravando, a OMS destacou que as equipes de saúde precisam acelerar suas ações para acompanhar a evolução do surto. Um avanço significativo foi observado na disponibilidade de leitos de tratamento, que passou de nenhum para mais de 500.
Além disso, as equipes de vigilância estão lidando com quase 400 alertas diários e podem conduzir mais de 2.000 testes a cada dia. O acompanhamento dos contatos de pacientes confirma uma taxa de 75%, com a OMS estabelecendo a meta de rastrear 95% dos contatos para conter a epidemia.
A detecção precoce e eficiente do ebola é crucial, já que a transmissão ocorre por meio do contato direto com fluidos corporais contaminados. A identificação célere de casos facilita enterros seguros e minimiza os riscos associados ao manejo de corpos de infectados.
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