Decisão veio após casos graves de eventos adversos serem registrados.

O Ministério da Saúde decidiu suspender a aplicação da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, após serem reportados três casos graves, incluindo duas fatalidades. O ministro Alexandre Padilha ressalta que, até o momento, não existem evidências conclusivas que vinculam a vacina aos óbitos ou aos eventos adversos.
Apesar da ausência de uma ligação causal efetiva, os eventos foram considerados um 'sinal de alerta' para o setor de vigilância sanitária, resultando na interrupção imediata da vacinação. Até o final de maio, mais de 500 mil pessoas haviam recebido a vacina, com 3,7 mil reportes de efeitos adversos leves, como cefaleia, fadiga e erupções cutâneas. Além disso, 42 pessoas apresentaram sintomas mais preocupantes, como dor abdominal intensa e vômitos persistentes.
✨ Os eventos adversos representam apenas 0,008% da totalidade de vacinados e estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa.
"Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível
O ministério garante que aqueles que foram vacinados há mais de 21 dias não apresentam riscos e que apenas os que foram vacinados recentemente devem monitorar sintomas relevantes. Apesar das preocupações, os resultados da vacina, que demonstrou uma eficácia global de 65% e reduziu em 80,5% os casos graves de dengue, permanecem válidos.
✨ Não há dúvida da eficácia e segurança da vacina, mas é fundamental continuar a investigar seus efeitos adversos — Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde.
A vacina do Butantan é parte dos esforços para combater a dengue no Brasil, uma doença que continua a ser uma preocupação significativa em termos de saúde pública.
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