Objetivo era melhorar prontidão, mas médicos expressam preocupações

O Pentágono anunciou a suspensão temporária de uma política que exigia triagens obrigatórias para deficiência de testosterona em militares com 30 anos ou mais, após preocupações levantadas por médicos sobre sua segurança e eficácia. A orientação, que tinha como objetivo melhorar a prontidão das forças armadas, foi retirada de seu site nesta quinta-feira, gerando discussões adicionais.
A nova orientação, divulgada no dia 2 de setembro, previa que homens acima de 30 anos passassem por uma triagem através de um questionário seguido, se necessário, de um exame de sangue para avaliar os níveis de testosterona. Mulheres também estariam incluídas na triagem, podendo receber tratamento para desequilíbrios hormonais que causam a Deficiência Energética Relativa no Esporte (RED-S).
✨ Médicos alertam que a triagem pode levar a tratamentos desnecessários e prejudiciais.
A suspensão da orientação vem em resposta a críticas sobre a base científica que sustenta a triagem sistemática para testosterona. Vários especialistas em saúde levantaram bandeiras de alerta sobre a possibilidade de que essa medida resultasse em diagnósticos inadequados e tratamentos desnecessários.
"“Tomar testosterona não vai fazer de você um homem mais másculo ou forte. É uma política ruim em todos os aspectos.”
Com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, defendendo um aumento no uso de testosterona, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) também está planejando uma reunião para discutir o uso médico deste hormônio, prevista para meio de setembro.
Especialistas da Associação Americana de Urologia e da Sociedade Endócrina não recomendam triagens de testosterona de forma rotineira. Dr. Helen Bernie, da Universidade de Indiana, expressou otimismo pela identificação de problemas de saúde subjacentes, mas com medidas de segurança adequadas.
A controvérsia em torno dessa política reflete a complexidade e os riscos associados ao tratamento hormonal, especialmente quando não há evidências claras de que uma triagem em larga escala possa realmente contribuir para a prontidão militar.
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Jornalista especializado em Saúde

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