Anvisa expande indicação da vacina nonavalente para evitar tumores de orofaringe e cabeça e pescoço.

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que se espalha principalmente através do contato sexual e pode afetar a pele e mucosas, como boca, garganta e órgãos genitais. Embora muitas infecções desapareçam sem tratamento, alguns tipos de HPV podem provocar verrugas genitais e estão associados ao câncer, especialmente de colo do útero, além de tumores na região do ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
Com isso, a vacinação surge como uma das principais medidas de prevenção. Em meados de 2025, a Anvisa ampliou a indicação da vacina HPV nonavalente, incluindo a prevenção do câncer de orofaringe e outros tumores de cabeça e pescoço. Esta recomendação é destinada a homens e mulheres entre 9 e 45 anos.
✨ Existem mais de 200 tipos de HPV, que não causam os mesmos problemas. Os tipos 6 e 11 estão relacionados principalmente às verrugas genitais, enquanto os tipos 16 e 18 podem levar ao câncer.
A infectologista Rosana Richtmann, do Laboratório Exame, explica que a vacina disponível pelo SUS é a quadrivalente, que foca na prevenção contra os tipos 6, 11, 16 e 18, enquanto a vacina nonavalente, disponível na rede particular, cobre mais cinco tipos adicionais vinculados ao câncer: 31, 33, 45, 52 e 58.
A vacinação é recomendada mesmo após o início da vida sexual, uma vez que não garante que a pessoa já tenha sido exposta a todos os tipos de HPV presentes na vacina. É importante considerar o histórico de vacinação individual para determinar a necessidade da vacina.
Caso alguém já tenha sido diagnosticado com HPV, isso não elimina a relevância da vacinação. O imunizante não trata infecções existentes, mas pode prevenir infecções futuras. A orientação médica é essencial, levando em conta cada caso específico.
No SUS, a vacinação está disponível rotineiramente para meninas e meninos entre 9 e 14 anos. Jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade adequada podem ser atendidos até 31 de dezembro de 2026 pela estratégia de resgate. Grupos específicos, como portadores de HIV e pacientes oncológicos, também têm acesso ao imunizante conforme critérios estabelecidos.
A vacinação não dispensa a necessidade de rastreamento para câncer do colo do útero, requirindo exames como o teste de DNA-HPV ou Papanicolau. Aqueles com histórico de alterações devem manter acompanhamento regular com profissionais de saúde.
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