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Segurança
2 min de leitura

Criminosos usam IA para fraudes digitais com dados pessoais

Quadrilhas se organizam em marketplaces para golpes cibernéticos.

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 13:40
Criminosos usam IA para fraudes digitais com dados pessoais

De acordo com investigações recentes, quadrilhas de criminosos estão aproveitando vazamentos de dados pessoais para criar marketplaces voltados a fraudes digitais. Utilizando inteligência artificial, essas organizações conseguem reunir informações cadastrais, histórico financeiro e conexões familiares das vítimas, facilitando a execução de golpes cada vez mais sofisticados.

Com o aumento da frequência de vazamentos, a Apura Cyber Intelligence, uma agência de inteligência que colabora com forças de segurança, ressaltou que dados stolen são estruturados em plataformas online acessíveis. "Essas plataformas funcionam como mecanismos de busca que utilizam bancos de dados extraídos de múltiplos incidentes de segurança", afirmou Sandro Süffert, CEO da Apura.

Os criminosos têm acesso a logins, dívidas e até informações de vacinação e boletins de ocorrência.

Christian Nimoi, delegado da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic, alerta sobre os diversos tipos de golpes identificados, como falso familiar, extorsão e falsas identidades de advogados ou gerentes bancários. A utilização de deepfake com IA está entre as táticas mais alarmantes, permitindo que criminosos imitem vozes de pessoas próximas para enganar suas vítimas.

O uso de IA não apenas facilita a aplicação de golpes, mas também evolui a estrutura criminosa, tornando as investigações mais complicadas. "Agora, um indivíduo pode operar múltiplos golpes simultaneamente", acrescenta o delegado Nimoi. Com apenas um CPF ou número de telefone, bandidos conseguem acessar uma vasta gama de dados, validando a identidade de uma pessoa rapidamente.

Cuidado com contatos suspeitos

A população deve ter cautela ao receber ligações ou mensagens solicitando informações pessoais. Em situações suspeitas, é recomendável visitar uma agência bancária fisicamente.

A Apura também destacou como essas quadrilhas exploram falhas técnicas e utilizam malwares para coletar credenciais de sistemas. Com acesso a dados corporativos e serviços internos, eles criam novas bases de dados clandestinas. Em 2025, a Apura notou que alguns grupos começaram a oferecer esses dados através de interfaces que mimetizam sistemas legítimos.

"

Se não atacarmos a infraestrutura que permite a reutilização desses dados, estaremos apenas reagindo aos sintomas."

Sandro Süffert.

Diante desse cenário, o delegado Nimoi enfatiza a necessidade de conscientização digital. Evitar clicar em links desconhecidos e confirmar informações em bancos é essencial para se proteger contra essas fraudes.

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