Prefeitura de São Paulo cria grupo para analisar possíveis intervenções na A2 Transportes.

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil investiga a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte coletivo de São Paulo. Na manhã de quinta-feira, 17, a prefeitura determinou a criação de um grupo para apurar a possibilidade de intervenção na empresa A2 Transportes.
O novo grupo deverá contar com representantes de diversas secretarias, como a Procuradoria-Geral do Município e a SPTrans. O foco será analisar profunda e detalhadamente a operação e os vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte.
✨ A operação, chamada de Vectura Corrupta, cumpre 16 mandados de prisão e até agora resultou na detenção de nove suspeitos.
Dentre os presos se encontram Júlio Salvador Filho, Claudionor Aparecido Sabino Tomaz e ex-gestores da SPTrans, além de pessoas ligadas à facção. A investigação indica que ao menos 12 das 22 empresas do transporte coletivo em São Paulo estão, potencialmente, sob controle do PCC.
A A2 Transportes, em defesa, afirma que não tem qualquer relação com o PCC e reafirma seu compromisso com a legalidade. O presidente da empresa, Paulo Siqueira Korek, declarou que a empresa está à disposição para colaborar com as autoridades e enfatizou que todos os recursos financeiros são provenientes de contratos com a prefeitura.
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Jornalista especializado em Segurança

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