Operação Mercador investiga organização criminosa que usava documentos fraudulentos para obter armamento.

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira, uma operação que visa desmantelar uma organização criminosa envolvida na aquisição e comercialização ilegal de armas de fogo, usando documentos fraudulentos para obter registro de posse.
Até o momento, quatro pessoas foram presas – duas no Rio de Janeiro e uma na Bahia. As prisões fazem parte do cumprimento de mais de 25 mandados judiciais em diversos estados, incluindo Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul.
✨ Os criminosos utilizavam Certificados de Registro de CAC, obtidos com documentações falsificadas, para adquirir armamento como fuzis e pistolas, que eram destinados a organizações criminosas.
Durante as investigações, foi constatado que a organização praticava lavagem de dinheiro com a venda de armas, que também eram usadas em atividades de tráfico de drogas e outros crimes violentos. A polícia identificou ainda uma clara divisão de tarefas no grupo, que abrange desde a aquisição dos materiais até a comercialização clandestina.
Foram localizadas empresas ligadas aos crimes, com movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 100 milhões. Um dos principais articuladores da rede criminosa é um morador da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que coordenava toda a operação.
Além das acusações de comércio ilegal de armas e munições, os suspeitos também enfrentam investigações por falsificação de documentos, fraudes na obtenção de registros e lavagem de dinheiro. A operação, batizada de Mercador, está sob a responsabilidade da Desarme, uma delegacia vinculada ao Draco, e conta com o apoio de várias outras unidades policiais especializadas.
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Jornalista especializado em Segurança

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