Manoel Messias dos Santos foi afastado após disparo em ato que discutia política estudantil.

O sargento da Polícia Militar de Sergipe, Manoel Messias dos Santos, teve sua posse e porte de armas suspensos pela Justiça após ter disparado para o alto durante uma manifestação em apoio ao presidente Lula na quinta-feira, 8. O disparo ocorreu enquanto ele estava de folga no campus da Universidade Federal de Sergipe, em Aracaju.
A suspensão das armas do policial foi decorrente de um processo em que sua então companheira relatou ameaças de morte. Apesar de as medidas protetivas terem sido revogadas em novembro do ano anterior, Messias foi obrigado a deixar sua residência e proibido de se aproximar da mulher.
✨ O sargento entregou duas pistolas, 7 carregadores e quase 70 munições ao comando da PM em razão da ordem judicial.
A Justiça havia determinado as medidas protetivas após um histórico de comportamento intimidatório. O juiz responsável pela decisão afirmou que o risco à integridade física da vítima era evidente devido ao acesso do sargento a armas de fogo.
Após o incidente na manifestação, a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe iniciou uma apuração administrativa pela Corregedoria da PM. A perícia também foi acionada para verificar a presença de resíduos de pólvora. O secretário estadual João Eloy declarou que o governo não compactua com quaisquer condutas que violem a legalidade.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS e a União Nacional dos Estudantes repudiaram o uso de violência durante a manifestação, que discutia políticas públicas e a participação juvenil na democracia. O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como um caso de violência política, enquanto o ministro Guilherme Boulos (PSOL) relacionou o ato ao bolsonarismo.
Messias, que ingressou na corporação em 1990, também enfrentou uma investigação em 2019 por extravio de um colete antibalístico, caso que foi arquivado por falta de provas.
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Jornalista especializado em Segurança

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