Acusações envolvem exportação ilegal de servidores de IA para a China

O Ministério Público de Taiwan anunciou, nesta segunda-feira (24), que indiciou nove pessoas ligadas à Nvidia e Super Micro, todas acusadas de participar de um esquema de exportação ilegal de servidores de inteligência artificial (IA) para a China, em violação a sanções dos Estados Unidos.
Taiwan, que se destaca como líder global na fabricação de semicondutores, tem enfrentado um escrutínio crescente sobre suas exportações, especialmente após a imposição de restrições pela administração Biden, que proíbe a venda de determinados chips de alta tecnologia à China sem licenciamento específico.
✨ Oito indivíduos foram acusados de falsificação e abuso de confiança, enquanto um nono réu está associado a desvios de fundos de uma distribuidora.
Entre os indiciados estão funcionários da Nvidia e da Super Micro, que teriam usado documentação falsificada para encobrir a verdadeira destinação de 130 servidores do modelo B300. A investigação revelou que 74 desses servidores acabaram sendo direcionados a clientes chineses através de rotas que incluíam remessas diretas e transbordos em países como Indonésia e Japão.
As autoridades de Taiwan intercepted 56 servidores que deveriam ser exportados para uma empresa no Japão após identificarem irregularidades nas documentação.
"Os réus estavam cientes dos controles rígidos nos procedimentos de exportação e, mesmo assim, optaram por agir em conluio para incrementar lucros de modo ilegal, comprometendo a reputação de Taiwan no setor tecnológico
Taiwan vem reforçando suas regulamentações relativas à exportação de tecnologia avançada para evitar que informações e inovações críticas cheguem à China, país que reivindica a soberania sobre a ilha.
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