Companhia argumenta que plataforma não exerce advocacia e é apenas uma ferramenta.

A OpenAI solicitou à Justiça americana a rejeição de um processo que a acusa de prestar serviços jurídicos de forma não autorizada enquanto defende que o ChatGPT, sua plataforma de inteligência artificial generativa, não tem a função de advogado.
No dia 15 de dezembro, a OpenAI apresentou sua argumentação em um tribunal federal em Chicago, afirmando que a ação movida pela Nippon Life Insurance Company não possui fundamentos que justifiquem a continuidade do caso, o qual alega que o ChatGPT teria contribuído para um influxo de processos judicialmente infundados.
✨ OpenAI afirma que ChatGPT é apenas uma ferramenta e não substitui aconselhamento jurídico.
A polêmica surge em um contexto em que o uso de ferramentas de IA para redigir documentos judiciais tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em processos que não contam com o suporte de advogados. O caso movido pela Nippon é uma das primeiras ações a questionar o envolvimento de uma plataforma de IA na prática jurídica sem a devida autorização.
O processo tem origem em uma disputa anterior envolvendo Graciela Dela Torre, ex-funcionária da Nippon, que havia buscado benefícios de invalidez. Após um acordo em 2024, Dela Torre alegou que utilizou o ChatGPT para apresentar muitas moções ao tribunal, que a seguradora contesta como irrelevantes.
A OpenAI refutou a ideia de que deve ser responsabilizada pela frustração da Nippon, enfatizando que o ChatGPT é uma ferramenta que promove o acesso à justiça. "Dela Torre tinha o direito de se representar e de usar o ChatGPT para isso", afirmou a empresa, explicando que cabe ao juiz decidir sobre a validade dos argumentos apresentados.
Nenhuma das partes se manifestou publicamente além dos documentos do tribunal até o momento.
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Jornalista especializado em Tecnologia

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