Inovação pode impactar indústria alimentícia e ser um aliado na saúde.

Uma nova variedade de semente de abóbora sem casca foi desenvolvida pelo Laboratório de Melhoramento Genético da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Essa inovação, liderada pelo professor José Raulindo Gardingo, promete transformar o mercado, pois apresenta características que facilitam o consumo e têm potenciais benefícios à saúde.
Segundo Gardingo, a semente se destaca não apenas pela ausência da casca, que elimina a necessidade de descascar, mas também por sua composição rica em cucurbitacina, uma substância com propriedades vermífugas. 'Essas sementes podem ser consumidas in natura ou usadas para extração de óleo', explica.
✨ Sementes de abóbora sem casca podem ser pioneiras na indústria alimentícia brasileira.
Um estudo de 2019 da Embrapa já havia destacado os efeitos vermífugos das sementes de abóbora, e agora, a UEPG traz uma solução ainda mais prática ao consumidor. Outra vantagem, segundo o professor Rodrigo Mattielo, é que todas as sementes germinam, o que representa um passo positivo para a conexão com pequenos produtores.
A inovação é fruto de uma colaboração de duas décadas entre Raulindo e pesquisadores da Áustria, que já haviam desenvolvido sementes similares. Ao longo desse tempo, o professor iniciou cruzamentos genéticos para obter uma variedade brasileira. 'Após 20 anos de trabalho, conseguimos sementes de diferentes genótipos que apresentam a característica desejada', comemora.
Todos os testes indicam que as sementes têm bom potencial no mercado, com sabor mais agradável em comparação às convencionais. 'Esperamos a finalização dos testes em laboratório para o registro no Ministério da Agricultura', afirma Mattielo, que está confiante na aprovação do produto.
✨ O lançamento das sementes sem casca pode ampliar oportunidades no mercado interno e externo.
A produção de sementes de abóbora sem casca é considerada uma inovação significativa no Brasil, podendo beneficiar a saúde e facilitar o consumo.
Os primeiros resultados demonstram que todas as sementes cultivadas se apresentaram conforme o esperado: sem casca. 'Estamos otimistas quanto ao futuro desta variedade e seu impacto na alimentação e saúde', conclui Raulindo.
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