Associação alerta para riscos econômicos em proposta regulatória

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) expressou forte oposição à proposta que visa aplicar as diretrizes da União Europeia sobre antimicrobianos a toda a pecuária brasileira. A medida, se implementada, pode elevar custos e comprometer a produtividade do setor.
O Brasil se destaca como o maior exportador de carne do mundo, com Mato Grosso liderando a produção. De acordo com a Acrimat, o país já cumpre várias exigências internacionais por meio do sistema CISBOV, que assegura a qualidade e segurança dos produtos. Contudo, a associação defende que as normas europeias não devem ser aplicadas indiscriminadamente a toda a produção nacional.
Os antimicrobianos são comumente utilizados para tratar infecções e como promotores de crescimento. A Organização Mundial de Saúde Animal estabelece limites de resíduos para esses produtos. A Acrimat argumenta que tais exigências deveriam ser restritas apenas aos animais destinados ao mercado europeu.
Francisco Manzi, diretor técnico da Acrimat, alertou que a extensão das normas da UE a toda a produção pode resultar em aumento de custos, impactando negativamente a competitividade dos produtores brasileiros. É importante destacar que cerca de 70% da produção é voltada para o mercado interno, onde a qualidade e sanidade dos produtos já estão garantidas.
O estado de Mato Grosso possui um sistema de identificação individual para os animais, que assegura a rastreabilidade do uso de antimicrobianos e a conformidade dos produtos com as normas europeias. Manzi acredita que é viável atender a essas demandas sem prejudicar a produção nacional.
✨ A aplicação uniforme das regras da UE pode elevar os custos e afetar a competitividade.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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