Setor enfrenta desafios com a sucessão familiar e precisa de apoio.

O Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado em 25 de julho, ressalta a importância desse setor para a economia do Rio Grande do Sul, fundamental na manutenção da população jovem no meio rural.
De acordo com um estudo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETG), o setor possui 365.000 estabelecimentos e ocupa mais de 21.000 hectares, representando R$ 111 bilhões do PIB gaúcho e 25% das áreas cultiváveis do estado.
Entre os principais produtos da agricultura familiar estão o fumo, com 95% da produção oriunda de pequenas propriedades, a banana (92%) e o leite (83%).
Apesar de sua relevância, o setor enfrenta um grande desafio: a sucessão familiar. A participação de jovens de 15 a 29 anos no setor caiu de 15% em 2012 para 10% atualmente, uma redução alarmante de 35%.
Para reter os jovens no campo, iniciativas como as agroindústrias familiares estão se mostrando bem-sucedidas. Atualmente, 2.094 agroindústrias estão registradas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF) e participam de feiras e eventos com produtos locais.
Para assegurar a permanência e a relevância da agricultura familiar, é essencial que sejam desenvolvidas políticas públicas abrangentes. Entre as medidas necessárias estão a oferta de crédito e seguro agrícola adequados, políticas de preço mínimo, segurança alimentar, rastreabilidade e promoção da produção orgânica.
✨ A agricultura familiar representa 40% do PIB agropecuário do Rio Grande do Sul.
O Dia Internacional da Agricultura Familiar promove a importância deste setor em todo o mundo, destacando sua contribuição na segurança alimentar e no desenvolvimento rural sustentável.
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