Boletim Agroclimatológico prevê impactos significativos no agronegócio
Instituto Nacional de Meteorologia divulga previsões climáticas para o trimestre

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) anunciou hoje a edição de abril do Boletim Agroclimatológico Mensal, que traz previsões detalhadas sobre chuvas, temperaturas e disponibilidade hídrica no solo para o triênio que abrange abril, maio e junho de 2026, destacando suas consequências nas atividades agrícolas.
Região Norte: Aumento da umidade e desafios para a colheita
A Região Norte deve experienciar chuva em volumes iguais ou superiores à média histórica, principalmente em locais como o centro-norte do Amazonas e leste de Roraima, onde os totais podem atingir 100 milímetros acima do usual. Enquanto algumas áreas manterão umidade excessiva, favorecendo o cultivo, a alta umidade pode complicar a colheita de grãos, especialmente da soja.
✨ Previsão aponta umidade do solo acima de 80% em grande parte da região, mas isso pode trazer riscos à qualidade dos grãos.
Região Nordeste: Chuvas irregulares e impacto nas lavouras
Na Região Nordeste, a situação é contrastante. Enquanto o Maranhão e partes do Piauí podem ver chuvas bem acima da média, estados como a Bahia e Rio Grande do Norte enfrentam déficits que podem chegar a 50 milímetros. Isso significa que lavouras de sequeiro, como o milho e o feijão, podem ser significativamente afetadas durante o mês de maio, quando se espera a intensificação do déficit hídrico.
Centro-Oeste: Chuvas medianas e desafios para a safra
No Centro-Oeste, a tendência é de chuvas próximas da média, exceto no noroeste do Mato Grosso, que deve receber volumes acima do esperado. Contudo, a previsão de umidade do solo que começa elevada pode diminuir em maio, aumentando o risco de déficit hídrico e prejudicando o crescimento do milho segunda safra.
Sudeste e Sul: Baixa pluviometria e aumento de temperaturas
As regiões Sudeste e Sul estão previstas para experimentar chuvas abaixo da média, especialmente em São Paulo e no centro de Minas Gerais, o que pode comprometer lavouras de segunda safra. Enquanto isso, no Sul, temperaturas altas e desníveis de até 2 °C podem agravar a situação, mesmo com a umidade do solo se mantendo elevada inicialmente.
✨ A combinação de chuva irregular e altas temperaturas pode restringir as janelas de colheita, afetando a qualidade dos produtos agrícolas.
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