Agronegócio se adapta às novas exigências da União Europeia

O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil introduziu novas diretrizes para o controle da exportação de produtos de origem animal destinados à União Europeia, em resposta ao recente veto imposto por esse bloco. A intenção é garantir a conformidade sanitária das exportações e reverter a decisão, que passa a ter efeito em 3 de setembro.
A partir desta semana, começaram a vigorar novos procedimentos de inspeção para a produção de carnes e seus derivados. Essas medidas visam atender às exigências da União Europeia, que proíbe o uso de antimicrobianos durante toda a vida dos animais.
✨ Exportadores devem cumprir normas rigorosas para garantir a certificação sanitária internacional.
A nova regulamentação determina que apenas produtos que comprovem a adesão às normas europeias sobre antimicrobianos obterão a certificação sanitária internacional. As mudanças terão um forte impacto nas cadeias de aves, mel, ovos e aquicultura, que devem monitorar atentamente os ingredientes utilizados na alimentação animal.
A restrição da Comissão Europeia ao Brasil resulta da preocupação com a segurança alimentar. A adequação dos padrões de exportação busca fortalecer a competitividade do setor no mercado internacional.
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), comentou sobre as oportunidades que podem surgir diante da diversificação dos mercados. Ele sublinhou que a redução da dependência de mercados, como o da China, é crucial para contornar os efeitos do veto europeu.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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