Brasil precisa diversificar fontes de insumos para garantir produção

Manoel Perez Neto, diretor financeiro focado em Agronegócios, destaca que a segurança alimentar brasileira está intrinsecamente ligada à garantia de insumos agrícolas. A dependência externa de fertilizantes representa uma fragilidade significativa para o Brasil, uma nação reconhecida como líder global na produção de soja, milho e outras commodities.
Cerca de 85% dos fertilizantes utilizados pelo país são importados, o que torna o setor vulnerável a riscos externos, elevando a sensibilidade dos custos agrícolas. A maior parte desses insumos provém de áreas geopoliticamente instáveis, como a Rússia, Bielorrússia, Oriente Médio e China.
✨ A Rússia sozinha é responsável por aproximadamente 45% das importações brasileiras de cloreto de potássio, enquanto o Canadá contribui com 38%. Para fertilizantes nitrogenados, a Rússia, a China e a Argélia dominam a oferta.
Nos fertilizantes fosfatados, Rússia e Marrocos são os principais fornecedores. Essa dependência torna a produção agrícola vulnerável a fatores como conflitos, sanções econômicas e tensões diplomáticas, impactando até mesmo a inflação e os preços dos alimentos.
Assim, para assegurar a estabilidade do setor, o Brasil deve não apenas aumentar sua produção agrícola, mas também trabalhar para fortalecer a segurança dos insumos. A mineração nacional de potássio, a expansão da indústria de fertilizantes nitrogenados, o uso de bioinsumos e a aplicação de tecnologias biológicas se tornam essenciais na agenda de soberania econômica e segurança alimentar.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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