Estudo revela potencial de crescimento do agronegócio pernambucano

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe) lançou um estudo que avalia os impactos do Acordo Provisório Mercosul – União Europeia no agronegócio local, focando especialmente na fruticultura.
✨ Pernambuco é o maior exportador de frutas in natura do Brasil e pode aumentar sua competitividade na Europa.
O relatório aponta que, devido à redução progressiva e, em alguns casos, à eliminação de tarifas de importação, o estado pode se destacar ainda mais no mercado europeu. Em 2025, as exportações do agronegócio pernambucano alcançaram US$ 781,1 milhões, dos quais US$ 234 milhões, ou 30% do total, foram enviados para a União Europeia.
As frutas foram a principal categoria de exportação, representando 94,1% das vendas para o bloco, destacando-se produtos como mangas, uvas, limões, melões e melancias.
Segundo o estudo, as modificações nas tarifas vão favorecer ainda mais as exportações de uvas, limões, melões e melancias, com a promessa de reduções até 2033. Notavelmente, o acordo prevê a eliminação das tarifas sobre as uvas em períodos específicos do ano, o que deve fortalecer a competitividade do produto pernambucano no mercado europeu.
"O acordo 'reequilibra as regras do jogo no mercado de uvas de mesa na União Europeia'
Embora o ônus tarifário recaia sobre as importadoras, essa carga impacta diretamente os preços recebidos pelos produtores. Portanto, a diminuição das tarifas será crucial para aumentar a competitividade do agronegócio de Pernambuco.
O material foi produzido pela Faepe, utilizando dados do Agrostat/Mapa e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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Jornalista especializado em Agronegócio

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