Mudanças na jornada de trabalho e reforma tributária impactam o setor de carnes

Os frigoríficos brasileiros enfrentarão a necessidade de contratar mais trabalhadores para manter a produção, em razão do fim da escala 6x1, segundo Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). Este ajuste na jornada de trabalho resultará em um aumento significativo nos custos operacionais do setor.
Durante a Sial, o Salão Internacional da Alimentação ocorrido em Paris, Perosa explicou que a alteração na jornada exigirá que profissionais adicionais sejam empregados para sustentar o ritmo de produção enquanto os funcionários têm períodos de descanso ampliados. "O fim da escala 6 por 1 é aumento de custo na veia. Isso, é claro, a indústria vai ter que acabar repassando", disse.
✨ Perosa reconheceu que a mudança reflete uma escolha da sociedade brasileira, mas enfatizou os impactos econômicos que a adaptação exigirá.
Além do impacto da nova jornada de trabalho, Perosa também expressou preocupações sobre a reforma tributária, destacando que suas consequências poderiam ser ainda mais severas para o setor de carnes. Ele afirmou que a Abiec planeja intensificar discussões sobre a reforma, incluindo aspectos como o PIS e a Cofins, após as eleições.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Entidade busca evitar concentração de vendas antecipadas e garantir estabilidade nas exportações.

Cotações aumentam apesar da demanda mais fraca na segunda quinzena do mês.

Após a Expoalimentaria, projeções de negócios são otimistas para o setor.

Entidade destaca a importância da medida para frigoríficos em 2027, mas prevê efeito limitado em 2026.