Desempenho econômico e saúde animal ameaçados pelo clima frio

A queda nas temperaturas em diversas áreas do Brasil atualiza a atenção nas granjas de suínos, devido ao aumento das exigências energéticas dos animais e ao maior risco de doenças respiratórias.
Com o clima frio, os suínos direcionam parte da energia da alimentação para manter a temperatura corporal, o que pode resultar em queda no ganho de peso, deterioração da conversão alimentar e aumento nos custos de produção.
✨ Dados da Embrapa mostram que a falha no manejo térmico afeta negativamente os índices zootécnicos e o bem-estar do rebanho.
Os leitões são particularmente vulneráveis, uma vez que possuem menor capacidade de adaptação ao frio e necessitam de mais aquecimento.
Gladstone Brumano, consultor técnico da MCassab Nutrição e Saúde Animal, alerta que as baixas temperaturas impactam não apenas a produtividade dos suínos, mas também favorecem problemas de saúde. Isso exige um gerenciamento mais rigoroso da ventilação, aquecimento e umidade nas instalações.
"Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa... As baixas temperaturas também favorecem o aparecimento de doenças e exige atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões para manter os suínos saudáveis e produtivos.
Sinais de desconforto térmico incluem agrupamento dos animais, tremores, menor atividade e elevação no consumo de ração sem ganho proporcional de desempenho. O frio também pode aumentar a incidência de pneumonia suína, influenza e outras doenças, especialmente em ambientes úmidos e mal ventilados.
A tentativa de aquecer os galpões com uma redução excessiva da ventilação pode prejudicar a qualidade do ar, resultando no acúmulo de gases nocivos. Por isso, medidas como isolamento térmico, aquecimento específico para leitões, controle da umidade e nutrição adequada são fundamentais para garantir a saúde e a rentabilidade do setor.
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