Crescimento no processamento de soja promete gerar mais empregos até 2026

A industrialização da soja no Brasil tem mostrado ser um propulsor essencial da economia, com um impressionante aumento do PIB, que cresceu 4,4 vezes, e a geração de mais empregos no setor. O país atingiu uma colheita recorde de 180,25 milhões de toneladas neste ano, marcando um impacto direto no processamento do grão.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (AIOV), em 2026 o Brasil deverá processar 63 milhões de toneladas de soja, representando um crescimento de 13% em comparação ao ano anterior. As previsões incluem uma produção de farelo que deve aumentar de 42,6 milhões de toneladas em 2024 para 48,6 milhões em 2026 e a fabricação de óleo de soja, que deverá crescer de 11,3 milhões de toneladas para 12,6 milhões no mesmo período.
Apesar das perspectivas otimistas, o analista Carlos Cogo destaca que a alta oferta pode pressionar os preços dos produtos. Atualmente, o Brasil ainda possui cerca de 55 milhões de toneladas de soja disponíveis para comercialização, com uma demanda firme por seus derivados, especialmente para farelo e óleo.
Com o intuito de atender a essa crescente demanda, a cooperativa Cocamar, localizada no Paraná, está erguendo uma das maiores esmagadoras de soja do país em Maringá. Este projeto, que requer um investimento significativo, terá a capacidade de processar até 75.500 toneladas de grãos diariamente e está previsto para ser concluído em 2027. A construção envolveu a participação de mais de 1.000 trabalhadores, evidenciando a força da industrialização da soja no Brasil.
✨ A colheita recorde de soja e o aumento no processamento prometem fortalecer ainda mais a economia brasileira.
A soja é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, essencial para a economia e a geração de empregos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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