Frigoríficos reduzem abates para evitar aumento de preços

Na quinta-feira (27), o mercado do boi gordo apresentou estabilidade, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Devido à diminuição na oferta de animais, frigoríficos estão implementando estratégias para manter os níveis de abate sem aumentar os preços pagos aos pecuaristas.
As transações diminuíram em comparação ao dia anterior, com alguns compradores optando por se retirar temporariamente do mercado, prevendo retorno na próxima semana. O Cepea destaca que essa combinação de menor disponibilidade de animais com vendas de carne em ritmo lento tem levado frigoríficos pequenos e médios a reduzir os abates ou a utilizar gado de suas próprias instalações.
Em Rondônia, a situação é tensa entre compradores e vendedores. Os pecuaristas estão resistindo aos preços oferecidos pelos frigoríficos, enquanto a oferta de animais permanece aquém da demanda. As negociações no estado estão ocorrendo entre R$ 325 e R$ 330 por arroba, com escalas de abate que variam de três a oito dias.
No estado de São Paulo, os pecuaristas também mostraram cautela nas vendas, resultando em baixa liquidez. A arroba do boi gordo está sendo comercializada entre R$ 340 e R$ 345, com alguns casos pontuais atingindo R$ 350. As escalas de abate, por sua vez, estão em média de uma semana.
✨ Expectativa de aumento nas vendas com a aproximação da semana de pagamento.
A expectativa no setor de carne bovina é de que as vendas melhorem com a proximidade da semana de pagamento. No entanto, os preços no atacado na Grande São Paulo permanecem praticamente inalterados, com a carcaça casada bovina à vista registrando uma média de R$ 24 por quilo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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