Analistas apontam que oferta restrita e demanda aquecida contribuem para a valorização da arroba.

O mercado físico do boi gordo continua apresentando firmeza, com reajustes em diversas praças e expectativa de novas valorizações no curto prazo. Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, aponta que a oferta restrita de animais terminados e as escalas de abate, geralmente entre cinco e seis dias úteis, mantêm os frigoríficos ativos na compra de boiadas.
"A expectativa de demanda mais aquecida nos últimos meses, tanto no mercado interno quanto nas exportações, auxilia na sustentação dos preços. A possibilidade de retomada das vendas para a China impulsiona a movimentação antecipada da indústria para produção e organização de embarques", destaca Iglesias.
✨ Os preços médios da arroba do boi em diferentes regiões são: São Paulo a R$ 391,75, Goiás a R$ 376,25, Minas Gerais a R$ 385,29, Mato Grosso do Sul a R$ 382,61 e Mato Grosso a R$ 367,64.
Iglesias ainda mencionou que a gestão da cota chinesa pode impactar as compras, distribuindo os volumes ao longo do tempo e evitando a concentração dos embarques.
No mercado interno, a chegada do 13º salário e as festas de fim de ano dão um suporte sazonal ao consumo, embora a menor competitividade da carne bovina em comparação ao frango e aos cortes suínos ainda seja um fator limitante.
No atacado, os preços da carne bovina se mantêm estáveis nesta semana, com o quarto dianteiro a R$ 22,50, o quarto traseiro a R$ 29,50 e a ponta de agulha a R$ 21,00 por quilo.
"A expectativa de entrada dos salários na economia no início de novembro pode facilitar a reposição entre atacado e varejo, oferecendo suporte às negociações a curto prazo", contextualiza o analista.
O dólar comercial fechou a sessão com alta de 0,70%, cotado a R$ 5,4862 para venda e R$ 5,4842 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 5,4687 e R$ 5,5152.
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