Demanda internacional sustentável, mas correções nos preços estão ameaçadas com a nova safra.

O mercado da soja apresenta um viés positivo, apoiado pela demanda internacional e pelo desempenho dos derivados, mas se aproxima de uma faixa de preços que pode resultar em correções a curto prazo.
Conforme a análise da TF Agroeconômica, apesar da tendência altista, fatores como a proximidade da colheita nos Estados Unidos, a expectativa de oferta no Brasil e a atuação dos fundos têm limitado os avanços.
✨ As vendas de farelo de soja dos EUA para 2026/27 somaram 701,9 mil toneladas entre 21 e 27 de agosto, mais que o dobro da semana anterior, reforçando a demanda.
A demanda chinesa também ajudou a impulsionar o mercado, com o país importando 972 mil toneladas das vendas semanais e acumulando 7,761 milhões de toneladas. Uma nova compra de 192 mil toneladas foi confirmada pelo USDA.
Além disso, a procura por óleos vegetais tem reforçado o cenário positivo, com a Índia importando 601 mil toneladas de óleo de soja em agosto, um volume recorde que representa 21% a mais em relação a julho.
As dificuldades com embarques de óleo de girassol do Mar Negro também elevam a competitividade de alternativas como a soja e o óleo de palma.
Por outro lado, a pressão dos fundos e a entrada da nova safra nos EUA, além da projeção de 184,1 milhões de toneladas para a produção brasileira em 2026/27, representam fatores baixistas.
Os preços do óleo de soja recuaram, limitando a valorização do grão, que, mesmo assim, segue em alta técnica no mercado de Chicago, próximo da resistência de 1.315 a 1.320 centavos de dólar por bushel.
No Paraná, os preços alcançaram entre R$ 151 e R$ 152 por saca, mantendo a tendência positiva. A previsão é de que o curto prazo seja lateral a altista, com riscos de realização de lucros.
A orientação para os produtores é realizar vendas escalonadas, garantindo parte das margens enquanto permanecem atentos a novas altas no mercado.
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