Mercado físico apresenta melhora no volume de negócios, mas limitações persistem.

O mercado físico do boi gordo apresenta preços firmes, mas a intensidade das altas perdeu força, apesar de uma melhora no volume de negócios.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que a maior fluidez nas negociações beneficia as necessidades imediatas dos frigoríficos, embora a restrição na oferta de animais terminados permaneça.
✨ As escalas de abate estão, em média, entre cinco e seis dias úteis, o que ainda pode permitir reajustes no curto prazo, embora com menor urgência.
Além disso, Iglesias observa que a atenção se volta para a China, que pode restringir movimentos mais agressivos devido à gestão da cota de importação, impactando no volume e concentração dos embarques.
No cenário doméstico, a entrada das folhas de pagamento, o 13º salário e as festividades do último bimestre devem oferecer suporte ao consumo, embora a carne bovina encontre desafios frente ao frango e aos cortes suínos.
Os preços médios da arroba do boi variam por estado: São Paulo a R$ 392,78, Goiás a R$ 377,14, Minas Gerais a R$ 385,18, Mato Grosso do Sul a R$ 382,84, e Mato Grosso a R$ 368,18.
No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantêm sustentados. O quarto dianteiro é comercializado a R$ 22,50 por quilo, enquanto o quarto traseiro está a R$ 29,50, e a ponta de agulha a R$ 21,00.
Iglesias prevê que a expectativa de entrada de salários na primeira quinzena de novembro poderá favorecer as reposições entre atacado e varejo, mas a competitividade das carnes de frango e suína ainda limita reajustes mais significativos.
No câmbio, o dólar comercial fechou com uma queda de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,4502 na venda e R$ 5,4482 na compra, com oscilações durante o dia entre R$ 5,4497 e R$ 5,4977.
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