Cautela dos agricultores e risco climático afetam plantios

A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deve sofrer uma diminuição superior a 30% na safra de 2026, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
Esta redução é atribuída principalmente ao aumento da percepção de risco climático, especialmente devido à expectativa do fenômeno El Niño durante o inverno e primavera.
✨ Mesmo com oportunidades contratuais na indústria cervejeira, os agricultores estão optando por investimentos mais baixos devido às incertezas climáticas.
Apesar da expectativa de queda na área de plantio, as lavouras já estabelecidas estão apresentando bom desempenho até o momento, com o desenvolvimento dentro da normalidade e sem problemas significativos registrados.
Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com uma produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
A análise de mercado revela que o preço médio do produto destinado à indústria de malte foi de R$ 80 por saca de 60 quilos na região de Erechim, conforme dados acompanhados pela Emater/RS-Ascar.
A combinação da cautela dos produtores com as incertezas climáticas continuará a impactar as decisões de plantio nas próximas semanas, enquanto o setor aguarda o fechamento das estimativas para a safra de 2026.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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