Com suspensão de embarques para a União Europeia, Brasil busca oportunidades no Japão, Coreia do Sul e China.

O Rabobank anunciou uma previsão otimista para as exportações brasileiras de carne bovina, mesmo com a suspensão dos embarques para a União Europeia, que deve durar dois anos. Wagner Yanaguizawa, analista de proteína do banco, afirmou que, embora a situação para a UE seja desalentadora, outros mercados podem abrir oportunidades promissoras.
Yanaguizawa destacou que os embarques para a UE não devem ser retomados até a finalização do ciclo de produção bovina. Contudo, a instituição projeta que as exportações brasileiras continuem crescendo, com uma previsão de atingir 4,5 milhões de toneladas em 2027, marcando um aumento de 1,5% em comparação ao ano anterior.
✨ O Japão e a Coreia do Sul são vistos como oportunidades promissoras, com processos de habilitação já avançados e protocolos cumpridos, aguardando apenas a divulgação dos relatórios finais.
Além do Japão e Coreia do Sul, o Rabobank menciona a China e mercados do Sudeste Asiático e do Oriente Médio como potenciais contribuintes para o aumento nas vendas externas. Para a China, há possibilidade de um aumento de 3% na cota brasileira, correspondente a 33 mil toneladas adicionais.
No entanto, a confirmação para este aumento ainda depende do governo chinês. Uma proposta conjunta entre o Ministério da Agricultura e a Abiec está sendo discutida para melhor distribuir os embarques ao longo do ano, visando evitar a concentração e oscilações de preços.
O analista também mencionou a crescente exportação de gado vivo para a Turquia, que pode impactar a disponibilidade interna de animais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Por fim, nos Estados Unidos, embora a oferta de carne bovina esteja restrita, há uma expectativa de ligeira redução na demanda interna para 2027, o que pode desacelerar o crescimento das exportações brasileiras para este mercado.
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